terça-feira, 6 de março de 2012

A Visão de Quem Não Vê!


A visão de qualquer pessoa se baseia nas diversas "lentes" que filtram os estímulos do mundo externo.
Ninguém enxerga igual ao outro.
Fisicamente, talvez possamos enxergar muito parecido.
Mas psicologicamente, cada pessoa vê um mundo completamente diferente.
A mesma situação, pode ter interpretações completamente distintas, com base nas "lentes" psicológicas de cada um.
Por isso muitas vezes o diálogo, que na origem da palavra pressupõe uma base parecida, fica difícil quando estas "lentes" são muito distintas.
Mas enquanto há diálogo, há uma tentativa de caminho compartilhado. Há uma busca por um entendimento comum. Independente da distância das "lentes".

Agora, difícil mesmo é quando as lentes que já se sabiam diferentes, param de dialogar. A partir daí, cada uma delas, tende a refoçar cada vez mais o seu próprio ponto de vista. Ou seja, perde-se a referência. E desta forma, o abismo só tende a crescer... A cada ato isolado, que ainda verse sobre o tema em questão, as interpretações afastam-se cada vez mais. E é assim, que os relacionamentos acabam. Quando não há mais diálogo! Quando os corações estão fechados em si próprios, em suas certezas ou dúvidas, e que não se abrem mais a ao menos tentar ouvir e ponderar o que outras "lentes" fazem os olhos verem.

Mas o duro mesmo, é quando numa relação há uma simulação ou enganação de diálogo. Quando um dos lados entra completamente aberto a revisar suas próprias "lentes", para aproximar a percepção de mundo de ambos e desta forma buscar o melhor para os dois. Quando um dos lados, busca construir um mundo a dois, um mundo onde as "lentes" são compartilhadas para que sempre, e cada vez mais, exista um diálogo crescente. E em troca o outro lado se fecha em suas "lentes" e finge dialogar. Ou talvez não seja fingimento, mas o outro lado mantém em segredo, ou busca ignorar suas questões profundas, que impactam em todas suas "lentes" e impede qualquer diálogo de peito aberto, qualquer diálogo que busque construir uma relação verdadeira. Na verdade este outro lado, não quer enxergar suas "lentes", não quer reconhecê-las. Finge que elas não existem e desta forma, finge que está dialogando, finge que está na relação, finge que está amando. Mas pior ainda é quando este fingimento todo não é consciente. Pois o outro lado tem um bloqueio que o impede de ver suas próprias "lentes" e assim o impede de se relacionar de verdade, o impede de se aproximar e acaba o impedindo de amar... E realmente duro, é quando o lado totalmente aberto e exposto, percebe este bloqueio, trabalha com afinco, mesmo que sofrendo por isso, para ajudar o outro a enxergar tal bloqueio. E que quando finalmente isso é percebido pelo outro lado, este decide se afastar, acabar com qulquer diálogo, para que sozinho, tente finalmente reconhecer suas "lentes".

Essa a visão de quem não vê!! Que gera a dor em que sempre viu e ajudou o outro a se conhecer... Mas o que conforta nisso tudo, é que Alguém ou Algo em outra dimensão a tudo vê!! E desta forma, espero que o meu cálice, após tantas vezes me sacrificar pela visão dos outros, esteja guardado e sacralizado! E quando este finalmente me aparecer, será como céu na terra!! A felicidade plena de uma vida a dois verdadeira e com "lentes" completamente compartilhada!!

As Sutilezas do Equilíbrio

O que seria melhor: Uma felicidade aliendada ou uma fossa conectada?
Será que há uma escolha aqui? Um julgamento de valor? Ou um será que um vem necessariamente como consequência do outro?

Felicidade alienada é quando só se vive momento. É quando se ignora o contexto e apenas se aproveita cada segundo, cada gesto, cada palavra e cada cheiro do momento. Mas sempre ignorando os aprendizados e consequencia dos atos. Por isso uma felicidade alienada, caso contrário, viver cada momento de forma consciente, aprendendo, criando seria a tal felicidade advinda da sabedoria. Seria o que todos nós buscamos. Interessante e importante perceber esta sutil diferença...

Fossa conectada é quando se está no presente de fato. No centro! Olhando e analisando tudo com o intuito de crescer e evoluir. Busca-se entender os motivos, causas e consequências dos atos. Mas a dor da fossa está presente, no entanto, uma vez conectada, esta dor tem uma beleza siblime, por transformar seu ser! Se não houvesse a dor, se fosse só conexão, novamente seria a tal felicidade advinda da sabedoria. Novamente com uma diferença sutil e importante...

Será que existiria o caminho meio? Uma felicidade conectada? Que ora está presente no físico do momento e ora está presente na reflexão dos atos? Será que o qualquer caminho meio é a solução?! Ou seria o equilíbrio as sucessivas alternâncias de um estado e de outro?

Talvez o equilibrio relativo, para nós mortais que ainda não nos iluminamos seja esse o caminho. Mas assim como amor aboluto, O Equilíbrio é estar além disso tudo e sempre ser feliz e aprender!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dor Madura

E finalizando a publicação destes textos guardados, segue o mais recente. Escrito em 11/02/2012:

"Escrever sem pensar,
pensar sem escrever.
Ver, ouvir, sentir, cheirar, beijar e
não se sentir amado...

Dor madura é aquela que enxerga a beleza da dor.
É aquela que já sabia que doería.
Sabia,
e talvez até queria....
Queria e via,
queria e sabia.

Que assim seja.

Que a beleza não se perca
na mediocridade do mais ou menos.
Que a escolha seja sempre por ser feliz!!
Feliz de verdade!!
Mesmo que para isso seja preciso se entregar em vão...

Dor... Madura..." 

Amigos!

Em 18/08/2011:


 "Tenho amigos, logo existo!
Toamar que todos tenham a mesma sorte que eu. Que todos possam contar com alguns amigos, sim algunsss amigos de verdade! Amigos para contar, rir, chorar, ajudar, ser ajudado, aconselhar ou ser aconselhado. Ou mesmo que seja só pra tomar uma boa cerveja e lembrar das muitas histórias compartilhadas.

Amigo é isso!!

Não tem que ter motivo, não tem que ter por quê? O tempo juntos, ao mesmo tempo que passa rápido, fica marcado para sempre. Vira história (ou estória) pra contar!! E viagem de amigo?? É tanto e nada além de ser uma das coisas das quais contaremos a nossos netos!

E como isso aqui é papo de amigo, não precisa nem finalizar..."

Reflexões Pós "Felicidade"

Este texto se baseia em reflexões que fiz, logo após ler o excelente livro do Eduardo Gianetti, cujo título é "Felicidade". Recomendo a todos que gostam de uma boa leitura filosófica, baseada em dados. Incrível o livro!!

Escrito em 14/04/2011:

"Eu, sempre racional e planejado, me deparo com a seguinte constatação: "Sem se passar do ponto, nunca saberíamos de qual era o ponto!" Simplesmente genial!! Simples e genial!

Andei pendendo para o outro lado, "esquecendo" a racionalidade e me entregando totalmente aos sentimentos. Uma espécie de auto-experimento. Muito sofri e muito aprendi!

Mas recentemente, por novamente perceber que estava me jogando de cabeça em algo ilógico, cuja base era apenas o sentimento e que justamente este, era negado por outrem que se diz muito emocional e nada racional... Me vi no paradigma dos círculos do yin-yang (o pequeno círculo branco envolto na metade negra e o pequeno círculo negro envolto na parte branca). Como reação, busquei voltar para o outro polo, onde sempre estive confortável: a racionalidade. Mas desta vez, não me confortou... As explicações lógicas que elaborei para mim mesmo, não me bastaram. E pior, se mostraram rídiculas quando expostas a pessoa que era justamente objeto da entrega e da fuga.

Hoje sei que passei do ponto, e passei nos dois extremos. Hoje entendi que ao fazê-lo, posso agora dizer que conheço o(s) ponto(s). O que em nada me garante que não os ultrapassarei novamente... Mas que sim, me garante que se o fizer, será por livre escolha. Seja ela deliberada, velada ou inconsciente!

E disso saio reforçado e reforço verdades que sempre repeti e que agora as compreendo em outro nível de profundidade:
"Viver é a melhor escola."
"Só o viver modifica o vivido."
"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena"
"O sábio não tem idéia", e agora sou livre para optar!
"A felicidade não está numa estação de chegada, mas sim nas curvas do caminho." E que se este caminho não alternar os opostos, ninguém será capaz de dizer que é realmente feliz! Ou que conhece a felicidade em sua plenitude!!!"

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As Condições da Sinceridade

Em 11/04/11:

"Existiriam pré-condições para a sinceridade total no amor?
No AMOR creio que não...
Mas na paixão, por mais estranho que me pareça,
venho concluindo que sim.

Não quero isso!
Não queria pensar nisso...
Sei a luta que foi para deixar o yang relaxar,
e o yin brotar em sua pureza!

Qual seria a lição agora?
Haveria alguma lição?
Ou tudo não passa de reflexões de uma paixão??"

Paixão, Entrega e Vedanta

Em 11/04/2011:

"Agir sem esperar (depender de) um resultado,
assim aprendi e entendi.
Mas esse tipo de ação da qual lecionam é a ação dharmica,
aquilo que deve ser feito, que é adequado.

Qual será a diferença fo que deve e do que é feito pelo outro?
E se não for dharmico e houver uma expectativa?
Usar a ação para gerar um resultado? Para provocar mudanças no outro?
Ou apenas entregar tudo a Isvara?
Na verdade, está tudo sempre entregue!
Que assim seja..."